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"Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira."

(Jean-Jacques Rousseau)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lição de vida...

Aí vai uma história que minha mãe me contou. Ela disse que quem contou a história para ela (verídica) foi sua avó em sua infância, ou seja, aconteceu há mais ou menos uns 50 anos. Que ela sirva para todos aqueles que estão ao meu redor e faça com que reflitam sobre. Lá vai:
Em uma pequena cidade do Interior de São Paulo, havia uma
mulher que tinha o hábito de fofocar sobre a vida dos outros. Como a cidade era
do Interior, ou seja, bem pequena, todos se conheciam e qualquer boato já
chegava nos ouvidos de todos os que lá moravam.
Certo dia, a mulher
viu um homem saindo de uma casa que pertencia a uma moça. A mulher não pensou
duas vezes: espalhou para os quatro cantos da cidade que viu o tal homem saindo
da casa e que este teria permanecido muito tempo lá dentro (sendo que ela só viu
o homem saindo e não sabia nem quem era).
Nem foi preciso
muito para que esta história fosse espalhada como areia no vento. Em pouco
tempo, o povoado já havia execrado a moça, ofendendo-a e humilhando-a. Não
falavam mais com ela e não queriam ouvir nenhuma explicação de sua parte
(naquele tempo, a reputação seria manchada). Definitivamente, sua moral foi
vilipendiada.
Passado um certo
tempo, a mulher, arrependida do que tinha feito à moça, pois a desmoralizou para
a cidade inteira e nem conhecia o homem, foi ao juiz local, explicou o que havia
feito e disse que já não tinha paz, uma vez que não conseguia mais viver com o
remorso de tal ato. Descobriu que o homem era o irmão da moça, que a visitava
vindo de outra cidade. Pediu, então, uma punição ao juiz para que sua
consciência se tranqüilizasse. Não conseguia nem mais
dormir.
O juiz concordou em
aplicar a penalidade. Escreveu o nome inteiro da moça desmoralizada em um papel.
Depois, picou o picou em pedaços muito pequenos. Foi até a janela e espalhou-os
ao vento. Então, disse à mulher que a penalidade seria que ela conseguisse
juntar todos os pedacinhos de papel e formasse novamente o nome da moça em sua
mesa.
Ao verificar a
penalidade, a mulher começou a chorar e disse que jamais conseguiria achar todos
os pedaços e juntá-los para formar o nome. Seria
impossível!
O juiz, enfim, disse à mulher que aquilo era exatamente o
que ela havia feito com a reputação da moça, que nunca mais poderia ser
recuperada. Sua punição seria, então, conviver com o peso de sua própria
consciência para sempre, pois não havia conserto para tamanha
ignomínia.
Tomo esta história como exemplos de coisas que eu não gostaria que acontecesse comigo, pois nunca suportaria ter o peso na consciência de ter difamado alguém que eu nem sabia da história direito.

Por meio deste texto, também justifico muitas de minhas atitudes diante de alguns fatos. Também não suportaria estar no lugar da moça difamada.

Espero que esta história faça algumas pessoas refletirem sobre tudo e sobre a vida.

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